REPUBLICANDO DE WWW.GEOEDUCADOR.XPG.COM.BR- 2004
Edson Borges Filadelo(Junior)*
“Devemos nos preparar para estabelecer os alicerces de um espaço verdadeiramente humano, de um espaço que possa unir os homens para e por seu trabalho, mas não para em seguida dividi-los em classes, em exploradores e explorados...”.
Milton Santos
Introdução
Nos últimos anos, principalmente a partir dos anos 1970, temos percebido o crescimento dos Movimentos Sociais (Sindicatos, ONG`s, Movimentos de afirmação de identidade e Movimentos de educação popular). A crise do capitalismo levou a sociedade a vários questionamentos. Nesse período, “ocorreram mutações intensas, econômicas, políticas, ideológicas” (Antunes, 2001, p. 183). O modelo de acumulação Taylorista / Fordista vigente desde o inicio do séc. XX tinha como característica, a desvalorização da “dimensão intelectual” da massa dos trabalhadores, os mesmos passaram por um longo período, por um processo de “Ressocialização Homogeneizadora”, ficando apagados da memória dos fatos marcantes da evolução das tecnologias, uma vez que essa ficava a cargo da “Gerência Cientifica” (Antunes, 2001, p. 185). Acontece que, contra qualquer forma de Homogeneização, levantam-se as Identidades Culturais que, ao afirmar suas especificidades, colocam em cheque a validade dos discursos ideológicos que controlam a sociedade. Segundo Souza, “Temos o direito de ser diferentes sempre que a igualdade nos descaracterize” (Souza citado por Sacavino, 2000, p. 19). O papel dos intelectuais nessa perspectiva é fundamental, pois são eles que controlam esse jogo de construção simbólica. (Ortiz, 1985, p. 142).
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“Devemos nos preparar para estabelecer os alicerces de um espaço verdadeiramente humano, de um espaço que possa unir os homens para e por seu trabalho, mas não para em seguida dividi-los em classes, em exploradores e explorados...”.
Milton Santos
Introdução
Nos últimos anos, principalmente a partir dos anos 1970, temos percebido o crescimento dos Movimentos Sociais (Sindicatos, ONG`s, Movimentos de afirmação de identidade e Movimentos de educação popular). A crise do capitalismo levou a sociedade a vários questionamentos. Nesse período, “ocorreram mutações intensas, econômicas, políticas, ideológicas” (Antunes, 2001, p. 183). O modelo de acumulação Taylorista / Fordista vigente desde o inicio do séc. XX tinha como característica, a desvalorização da “dimensão intelectual” da massa dos trabalhadores, os mesmos passaram por um longo período, por um processo de “Ressocialização Homogeneizadora”, ficando apagados da memória dos fatos marcantes da evolução das tecnologias, uma vez que essa ficava a cargo da “Gerência Cientifica” (Antunes, 2001, p. 185). Acontece que, contra qualquer forma de Homogeneização, levantam-se as Identidades Culturais que, ao afirmar suas especificidades, colocam em cheque a validade dos discursos ideológicos que controlam a sociedade. Segundo Souza, “Temos o direito de ser diferentes sempre que a igualdade nos descaracterize” (Souza citado por Sacavino, 2000, p. 19). O papel dos intelectuais nessa perspectiva é fundamental, pois são eles que controlam esse jogo de construção simbólica. (Ortiz, 1985, p. 142).
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