por Edson Borges Filadelfo*
Resenha do artigo de Antoine Prost: Como a História faz o historiador?
Transcrição da ultima aula dada aos alunos de Sorbonne, o texto do professor Antoine Prost, longe de ser um testemunho de um professor em fim de carreira, é uma conclusão e extensão da obra “Doze lições sobre a história”, lançado em 1996. Prost propõe uma análise dos impactos do oficio do historiador na vida profissional e cultural dos que se ocupam de tal tarefa, ou seja, da influência de seu oficio à sua personalidade.
Tratando a estruturação da temporalidade, a primeira lição da história é a condição do tempo, no qual as coisas se iniciam e se findam e, ainda que se trabalhe através de um passeio pelos tempos, não se pode reconstruir o passado, senão compreendê-lo. Em suas palavras,
“o historiador se move como que naturalmente em uma temporalidade que ele recorta em períodos, que ele reconstitui e percorre ao seu gosto; o tempo, como continuidade de ritmo desigual, mas inexorável; o tempo que não se pode parar, nem fazer voltar atrás, nem avançar” (p.8)










