quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Zwinktopia! Você Virtual

Série - Fazendo - Design 
                                                                                                 Geoeducador Digital

O Zwinky é um aplicativo que permite ao usuário construir um avatar dele mesmo através da combinação de centenas de "peças", desde partes do corpo como olhos, nariz, boca e cabelos a cor da pele, roupas e acessórios. Ele é totalmente gratuito e basta baixar um programa leve que complementa o seu navegador e efetuar sua inscrição no site. A partir do login você já pode começar a criar seu "eu digital".
Para quem não gosta de colocar fotos reais em redes sociais como Orkut, Twitter e Facebook ou não tem uma boa foto "com Photoshop" recente, que tal um avatar em bitmap mais bonito e personalizado?
É divertido, é moderno e estimula sua criatividade. O número de peças vai aumentando a medida que você interage com outras ferramentas do site como jogos e o shopping..
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Para baixar o programa clique na figura acima e para se cadastrar acesse o site!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

XV Bienal da Miséria - Navegantes do descaso.

Foto tirada, por reflexo, durante a ida à XV Bienal do Livro no Rio Centro, no dia 09/09/2011. Trata-se do rio Arroio Fundo. Observamos três crianças em um bloco de isopor navegando a cerca de cem metros da Estação de Tratamento de Rio (Esgoto) de Arroio Fundo, no final da Linha amarela, começo da Av. Ayrton Senna. Nesse ponto a poluição é máxima e sequer podemos imaginar o que seria estar no lugar desses meninos da Cidade de Deus. Não sejam enganados pelos seus olhos. Trata-se de uma paisagem lastimável! Que Deus tenha piedade deles e de sua (nossa) cidade.
Foto: Geoeducador - Edson Borges Filadelfo.

sábado, 17 de setembro de 2011

Somos Todos Brasileiros (Documentário)

 (Clique no link ou na foto e assista o vídeo)
http://www.dailymotion.com/video/xl5k1s_somos-todos-brasileiros-geoeducador-ciep-075-701-e-703-2011_tech

Documentário produzido a partir do Projeto Sócio-cultural Áudio-visual Somos Todos Brasileiros: refletindo sobre a diversidade na formação da sociedade brasileira para combater o racismo e o preconceito linguístico-regional, realizado com as turmas 701 e 703 do CIEP 075 Jardim Cabuçu (Nova Iguaçu -RJ) no 3º bimestre de 2011 na disciplina Geografia - professor Edson Borges Filadelfo (Geoeducador).
Esse vídeo foi exibido no dia 16/09/2011 no auditório do CIEP. Estavam presentes os produtores (Prof Edson e sua esposa Fernanda), os alunos das turmas 701 e 703. Alunos da turma 606. Professor Sérgio e demais professores do turno como Vitor, Aline e Daniele, entre outros. A diretora adjunta Regina e a Orientadora Educacional Fátima totalizando aproximadamente 100  pessoas.

sábado, 3 de setembro de 2011

Desfile Cívico 2011 em Cabuçu: Um Show de Inclusão na Av. Severino Pereira da Silva



Cerca de 16 Escolas se reuniram na tarde de ontem (02/09) na Avenida Severino Pereira da Silva em Cabuçu, para marchar pela inclusão no o desfile cívico 2011 das escolas da rede pública da URG e próximas. Bandas musicais, coreografias, apresentação de oficinas do Mais  Educação,  marchas uniformizadas e muita comemoração em razão do dia da Pátria (07 de setembro) ser na próxima quarta feira. Escolas municipais, Colégios Estaduais e Cieps bradaram em alta voz: Conviva com a diferença! Diga não à discriminação!





Estavam presentes na solenidade a prefeita Sheila Gama e alguns vereadores, além de integrantes da Secretaria de Educação e de Cultura e Turismo.

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sábado, 27 de agosto de 2011

Um índio, a Taquaritinga e a tabatinga


(Uma curiosa história de Cabuçu)
por Fernanda Bastos da Silva Filadelfo*

Conta a lenda que, desde os primórdios da colonização brasileira, as terras que hoje comportam o bairro de Cabuçu eram povoadas pelo índios Tupinambás. Eles cultivavam mandioca e viviam às margens dos rios Cabuçu e Ipiranga, entre outros. Dizem que eles utilizavam as folhas de uma árvore milenar para colocar seus pés quando saiam de casa para visitar outras tribos pois, naquela época, a tecnologia ainda era precária e eles tinham que conviver com a tabatinga e a lama nas ruas, em função das terras baixas e alagadiças que constituíam os brejais que dominavam a morfologia da paisagem.

Os índios deram nome a vários lugares de Cabuçu, inclusive o próprio nome “Cabuçu” é de origem Tupi e significa “Abelha Grande”. Dos índios também vieram os nomes das ruas Itororó e Taquaretinga. O que muita gente não sabe é que um certo índio tupinambá nomeou a árvore milenar utilizada por várias gerações de “boça pá istica”.

Após um tempo vieram os colonizadores e a região de Cabuçu tornou-se um importante ponto de produção de cana-de-açúcar, com destaque para os engenhos Marapicú, Ipiranga, Cabuçu e Mato Grosso. O escoamento desses produtos era feito por rota fluvial ou por meios dos caminhos como o caminho do mato grosso, a antiga estrada de Queimados e Cabuçu (em frente à fazenda Cabuçu) e a rua Taquaritinga ligava o Aliança a Cabuçu.

Histórias orais contam que do alto dos montes dava para ver a poeira subindo no horizonte da Baixada, conforme passavam os tropeiros com seus muares, chegavam a fazer desenhos no ar. O caminho de Queimados, que era um pouso de parada para tropeiros, passou a ser a última parada antes dos tropeiros subirem a Serra do Mar, rumo a Minas Gerais. Dizem que quando chovia os cavalos não conseguiam transitar em meio à lama, com suas ferraduras, tendo que colocar, os tropeiros, sacos de couro nas patas dos animais para a longa caminhada.

E a cana chegou à sua fase de declínio e o café foi introduzido nas fazendas. Mas o café não vingou nas terras da Baixada e, com isso, em Cabuçu. O que ficou foram as tecnologias introduzidas para o escoamento dele, pois Cabuçu fica no caminho entre dois portos importantes, o do Rio de Janeiro e o de Itaguaí. Construíram-se em meados do séc. XIX, as ferrovias, entre elas a de Santa Cruz e Dom Pedro II (hoje chamada Central do Brasil). O que não se fala muito é que havia um ramal que liga essas duas ferrovias e que esse ramal passava em Cabuçu. (hoje chamada Linha Velha). Suas locomotivas a vapor eram abastecidas pelas caixas d’água instaladas ao longo dos trilhos, como a que fica nas margens da lagoa azul. Interessante é que essa ferrovia cortava brejos e, conforme os médicos sanitaristas, ela, ao represar as águas, provocou a disseminação de doenças provenientes das águas paradas. Com a ferrovia, porém, Cabuçu perdeu a importância política. (Marapicu tinha status político e econômico) para o pouso dos Queimados em função da ferrovia principal passar lá.

Em 1891 Nova Iguaçu se torna cidade e Cabuçu passa a constituir o distrito de Queimados. Entre o final do séc. XIX e até a 2ª Guerra Mundial, Nova Iguaçu exibiu a fama de ser a “cidade perfume” em função de seus vários laranjais para a comercialização com o exterior. Em Cabuçu não foi diferente. Em meio a brejos e laranjais, os moradores conviviam com suas ruas de terra e seus caminhos tortuosos buscando terrenos mais firmes. Para facilitar o escoamento, foi construída na dec. de 40 (1940), a Estrada de Madureira, conhecida por suas muitas curvas para fugir dos brejais de Cabuçu.

Findado o apogeu dos cítricos, “o ouro laranja”, Nova Iguaçu conheceu um novo momento, seu papel industrial, que passou a exercer por estar às margens de uma das principais rodovias do país: a Dutra. Para alocar os “novos iguaçuanos”, os migrantes que vieram trabalhar nas fábricas da cidade do Rio de Janeiro e de Nova Iguaçu, muitas chácaras laranjeiras foram retalhadas em loteamentos, entre eles o Jardim Cabuçu, cuja imobiliária era a Granja Paraíso, na década de 50.

As máquinas vinham abrindo ruas em meio às várzeas e as rodas eram esteiras que se saiam melhor nas ruas com lama.

Entre as ruas principais, lá estavam: a rua Severino Pereira da Silva, Itororó e Itaquaritinga. Até a dec. de 90 nada havia no final da rua Itaquaritinga a não ser mato e lama.

Há 12 anos, nada havia no loteamento 12 de outubro, criado recentemente. Com 6 anos de idade, eu acordei e estava no 12 há 12 anos. Em frente a minha casa: mato, à esquerda e à direita: mato, aos fundos um sítio muito antigo e a rua em frente, continuação da Itaquaritinga: terra firme e com ela, lama. Isso há doze anos.
Hoje, ao acordar em uma manhã chuvosa de verão, sinto o cheiro agradável da terra molhada e, talvez am função de uma possível descendência dos povos tupinambás que, infelizmente, já não existem mais, sinto nostalgia dessas histórias. Pouco se recordam das tradições dos nossos antepassados, porém, hoje, ao sair para o mercado, farmácia ou igreja, pratico um ritual passado de pais para os filhos, cujo tempo não sei ao certo. Um costume já tradicional dos que vivem nos arredores daquela rua Itaquaritinga, nomeada há tanto tempo. Hoje vivo na sociedade pós-moderna do séc. XXI e uso uma bolsa plástica nos pés para proteger-me da lama da rua Itaquaritinga.

Curioso esse fato. Isso prova que a memória dos povos e culturas locais é importante para conhecermos nossa história e entendermos nossas práticas culturais. O bairro Cabuçu e a rua Taquaritinga talvez não sejam conhecidos pelas empresas que criaram as bolsas plásticas para o transporte de mercadorias, mas, sem dúvida, aquele índio que nomeou a rua Taquaritinga e a folha daquela árvore fazem parte da vida das pessoas que moram nessa rua como eu e minhas gerações anteriores, moradores de Cabuçu.

Minha rua faz parte da história de minha cidade, que faz parte da história da humanidade e eu agora entro para história, escrevendo a minha história e a da minha rua. A minha rua tem história.

 
  

*Graduanda em Gestão Ambiental. E-integrante da Escola Agencia de Comunicação da SECTUR/NI dos projetos Jovem Repórter e CulturaNI . Ex-aluna do Pró-Jovem 2008 Turma A Cabuçu/NI
Texto Publicado no site
http://cabucuni.blogspot.com/2008/09/de-cabuu-para-histria.html em setembro de 2008 escolhido na gincana do Projeto Minha Rua tem História.

Contatos: organizador do site

Conselhos de amor


Por Adgeo*
O amor é como uma borboleta:
Por mais que tente pegá-la, ela fugirá.
Mas quando menos esperar, ela estará ali do seu lado.
O amor poderá te fazer feliz, mas também pode vir a te ferir.
Mas o amor só será especial quando você tiver o objetivo de dá-lo a
alguém
que seja realmente valioso.  Por isso, aproveite o tempo livre para
escolher melhor.
 
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CAIO SOH

por Adgeo* 
 Tive minhas pernas amarradas na carroceria da loucura
Fui arrastado por toda minha cidade
Desconheci de perto em um passeio forçado todas as minhas formas
Esfolei minha lucidez nesse chão de novidades
Deixei pelo caminho um rastro pois meu corpo sangrava o pavor do
desconhecido
Me percebi outro (quase vacilo e choro)
Tentei desfazer o laço de interrogação que me carrega, mas o instinto
atrapalhava, pois estava decidido a me apresentar alguma verdade
Tentei me esvaziar para fugir mais rápido:
Chorei para tornar-me mais leve
 
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MEMÓRIAS DE UM NEGRO

                                                       Por Maryleiva Gomes*
 
Um dia separaram-nos em dois grupos e nos fizeram acreditar que éramos diferentes.
Guerreamos! Perdemos.
Daí fomos vendidos (ou trocados, não sei) por quinquilharias.
Aonde estava o meu valor?
Fui as mãos e os pés do engenho, da lavoura, da mineração, da casa e do eito; porém, acorrentaram meus pés e minhas mãos.
Produzi lucros. Nunca os fiz pra mim.
Porque me açoitaram tanto?
Minha alimentação? Comi o resto. Aquilo que sobra na panela e você dá ao seu cão, era quase sempre o que tinha pra eu comer.
Vi meus irmãos morrendo em navios. Vi minha mãe sendo punida. Por seu menor esforço, a espancaram. Vi meu pai cair morto após tantas horas de trabalho.
Fui traficado como droga...
Capturado como animal...
Disseram que eu não tinha alma.
Eles é que não tinham, pois, se a tivessem, não fariam sofrer tanto.
Passei por todo o tipo de humilhação!
Mais tarde, libertaram “meu” ventre...
Após, libertaram meus avós...
Enfim, libertaram-me do cativeiro, do cheiro podre da morte nos navios, dos chicotes, das marcações a ferro em brasa em meu peito e rosto, das queimaduras feitas nos meus lábios, dos que cortavam minhas orelhas e nariz, do tronco, do viramundo e da mordaça, da corrente, da gargalheira e dos anjinhos...
Porque não me livraram do medo, do pré-conceito, do racismo?
Sou liberto! Mas não me deixaram integrar-me à sociedade.
Sou pobre. Não tenho educação nem trabalho.
Sou ex-escravo e me vejo só na luta pela sobrevivência, beirando a marginalidade social.
Sou eterno escravo do que eles pensam da minha cor, mas e daí?!
Fui moço e quis sonhar como tantos, porém não tive tempo; estava ocupado trabalhando para um tal Senhor de Engenho. Agora estou velho, sou escravo livre. Um livre escravo da discriminação.
Sou negro, Negro, NEGRO e não me importam o que pensam de minha cor; me orgulho dela e de sua importância para esse país que pouco se importou com minha dor.
Desenvolvi, no entanto, não fui desenvolvido.
Morrerei!
Terei orgulho em morrer negro. E, se pudesse escolher, nasceria NEGRO de novo.
*Maryleiva Gomes:  Coordenadora do Movimento Pré-vestibular para Negros e Carentes Núcleo Cabuçu
Contatos: organizador do site
 

Diferenças Solidárias¨

por Edson Borges Vicente*
A sociedade é marcada por uma premissa enriquecedora: a diferença! Em contrapartida existe algo que a marca mais profundamente: a desigualdade! As diferenças são fatores determinantes para a existência humana, são o que faz  de cada um de nós um ser especial, único, com o valor inestimável da vida. As desigualdades, porém, dividem a sociedade em classes, em ricos e pobres, em abastados e miseráveis, em saciados e famintos. As desigualdades são produzidas socialmente e ferem a dignidade humana, impedem o pleno exercício da cidadania e atiram às margens da sociedade grande parcela da população mundial. Desde cedo os filhos do “berço de ouro” aprendem a escolher bem o que comer e muitos filhos da batalha aprendem com a vida que tem que lutar para subsistir. A saída escolhida é, muita das vezes, trágica. Jovens demais para morrer mas pobres demais para viver, muitos jovens, cujo futuro não lhes apresenta promissor, trocam suas vidas inteiras por breves fases de “sucesso”, se atiram na contravenção a fim de desfrutar dos prazeres da sociedade consumista e se fazerem “gente”; apostam na fuga à ordem estabelecida e reivindicam através da força o direito de ter o que só os que nasceram à sombra gozam, a saber: poder e abundancia de bens e, até mesmo, comida. Breve fase se diz ao constatarem as pesquisas que eles não passam dos vinte e quatro anos de idade. Para os mais velhos, chefes pais e “mães pais” de família, cujo mercado de trabalho se fecha e cujas barrigas de seus filhos choram, resta muitas vezes a humilhação da dependência alheia. Resta a esperança em promessas de campanha e na única coisa que podem oferecer, seu voto de confiança que muitas das vezes não é respeitado. Enquanto isso a mídia manipula ideologicamente a massa visando preservar o status quo da elite, naturalizar a exploração do homem pelo homem e gerar o desejo pelo consumo. Aposta na “caridade”, na doação daquilo que sobra, na verdade, daquilo que é roubado do trabalho dos homens. E será que isso é natural? Será mesmo que não existe uma saída? Marx nos diz que saída começa na consciência! Que a partir do momento em que a população se torna ciente da exploração a qual é submetida, toma atitudes contrarias a ela. Eu aposto na solidariedade, a atitude consciente de luta mutua aonde todos dão aquilo que vos falta. Devemos construir a nossa liberdade, também, através da critica, da consciência, da união. A partir disso, através da luta que travamos contra a nossa exploração, a exploração da nossa vida. A fome e a miséria do mundo, diferente do que pensava Thomas Malthus, não provem da insuficiência da produção dos alimentos e sim de sua má distribuição, das desigualdades sociais que o sistema promove, da exploração de classes, do homem pelo homem. Só se combate a fome na luta contra as desigualdades. Só se combate a miséria através da justiça, da consciência, do respeito à vida humana, que não parte de cima, mas de cada um que sofre, da massa que pode reivindicar sua vida, sua cidadania. E isso só se concretiza através da solidariedade, da união dos homens pela dignidade dos homens. Na consciência e na luta.

* Edson Borges Filadelfo - Graduado em Geografia pela UERJ; professor de Geografia e Coordenador do Núcleo Cabuçu do PVNC, Professor da Rede Estadual do Rio de Janeiro e da Rede Muncipal da Cidade do rio de Janeiro.
¨Texto escrito para o concurso de redação para universitários Folha Dirigida / UNESCO / MEC 2007 com o tema: como vencer a miséria e a pobreza.