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sábado, 17 de setembro de 2011

Somos Todos Brasileiros (Documentário)

 (Clique no link ou na foto e assista o vídeo)
http://www.dailymotion.com/video/xl5k1s_somos-todos-brasileiros-geoeducador-ciep-075-701-e-703-2011_tech

Documentário produzido a partir do Projeto Sócio-cultural Áudio-visual Somos Todos Brasileiros: refletindo sobre a diversidade na formação da sociedade brasileira para combater o racismo e o preconceito linguístico-regional, realizado com as turmas 701 e 703 do CIEP 075 Jardim Cabuçu (Nova Iguaçu -RJ) no 3º bimestre de 2011 na disciplina Geografia - professor Edson Borges Filadelfo (Geoeducador).
Esse vídeo foi exibido no dia 16/09/2011 no auditório do CIEP. Estavam presentes os produtores (Prof Edson e sua esposa Fernanda), os alunos das turmas 701 e 703. Alunos da turma 606. Professor Sérgio e demais professores do turno como Vitor, Aline e Daniele, entre outros. A diretora adjunta Regina e a Orientadora Educacional Fátima totalizando aproximadamente 100  pessoas.

sábado, 3 de setembro de 2011

Desfile Cívico 2011 em Cabuçu: Um Show de Inclusão na Av. Severino Pereira da Silva



Cerca de 16 Escolas se reuniram na tarde de ontem (02/09) na Avenida Severino Pereira da Silva em Cabuçu, para marchar pela inclusão no o desfile cívico 2011 das escolas da rede pública da URG e próximas. Bandas musicais, coreografias, apresentação de oficinas do Mais  Educação,  marchas uniformizadas e muita comemoração em razão do dia da Pátria (07 de setembro) ser na próxima quarta feira. Escolas municipais, Colégios Estaduais e Cieps bradaram em alta voz: Conviva com a diferença! Diga não à discriminação!





Estavam presentes na solenidade a prefeita Sheila Gama e alguns vereadores, além de integrantes da Secretaria de Educação e de Cultura e Turismo.

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sábado, 27 de agosto de 2011

Um índio, a Taquaritinga e a tabatinga


(Uma curiosa história de Cabuçu)
por Fernanda Bastos da Silva Filadelfo*

Conta a lenda que, desde os primórdios da colonização brasileira, as terras que hoje comportam o bairro de Cabuçu eram povoadas pelo índios Tupinambás. Eles cultivavam mandioca e viviam às margens dos rios Cabuçu e Ipiranga, entre outros. Dizem que eles utilizavam as folhas de uma árvore milenar para colocar seus pés quando saiam de casa para visitar outras tribos pois, naquela época, a tecnologia ainda era precária e eles tinham que conviver com a tabatinga e a lama nas ruas, em função das terras baixas e alagadiças que constituíam os brejais que dominavam a morfologia da paisagem.

Os índios deram nome a vários lugares de Cabuçu, inclusive o próprio nome “Cabuçu” é de origem Tupi e significa “Abelha Grande”. Dos índios também vieram os nomes das ruas Itororó e Taquaretinga. O que muita gente não sabe é que um certo índio tupinambá nomeou a árvore milenar utilizada por várias gerações de “boça pá istica”.

Após um tempo vieram os colonizadores e a região de Cabuçu tornou-se um importante ponto de produção de cana-de-açúcar, com destaque para os engenhos Marapicú, Ipiranga, Cabuçu e Mato Grosso. O escoamento desses produtos era feito por rota fluvial ou por meios dos caminhos como o caminho do mato grosso, a antiga estrada de Queimados e Cabuçu (em frente à fazenda Cabuçu) e a rua Taquaritinga ligava o Aliança a Cabuçu.

Histórias orais contam que do alto dos montes dava para ver a poeira subindo no horizonte da Baixada, conforme passavam os tropeiros com seus muares, chegavam a fazer desenhos no ar. O caminho de Queimados, que era um pouso de parada para tropeiros, passou a ser a última parada antes dos tropeiros subirem a Serra do Mar, rumo a Minas Gerais. Dizem que quando chovia os cavalos não conseguiam transitar em meio à lama, com suas ferraduras, tendo que colocar, os tropeiros, sacos de couro nas patas dos animais para a longa caminhada.

E a cana chegou à sua fase de declínio e o café foi introduzido nas fazendas. Mas o café não vingou nas terras da Baixada e, com isso, em Cabuçu. O que ficou foram as tecnologias introduzidas para o escoamento dele, pois Cabuçu fica no caminho entre dois portos importantes, o do Rio de Janeiro e o de Itaguaí. Construíram-se em meados do séc. XIX, as ferrovias, entre elas a de Santa Cruz e Dom Pedro II (hoje chamada Central do Brasil). O que não se fala muito é que havia um ramal que liga essas duas ferrovias e que esse ramal passava em Cabuçu. (hoje chamada Linha Velha). Suas locomotivas a vapor eram abastecidas pelas caixas d’água instaladas ao longo dos trilhos, como a que fica nas margens da lagoa azul. Interessante é que essa ferrovia cortava brejos e, conforme os médicos sanitaristas, ela, ao represar as águas, provocou a disseminação de doenças provenientes das águas paradas. Com a ferrovia, porém, Cabuçu perdeu a importância política. (Marapicu tinha status político e econômico) para o pouso dos Queimados em função da ferrovia principal passar lá.

Em 1891 Nova Iguaçu se torna cidade e Cabuçu passa a constituir o distrito de Queimados. Entre o final do séc. XIX e até a 2ª Guerra Mundial, Nova Iguaçu exibiu a fama de ser a “cidade perfume” em função de seus vários laranjais para a comercialização com o exterior. Em Cabuçu não foi diferente. Em meio a brejos e laranjais, os moradores conviviam com suas ruas de terra e seus caminhos tortuosos buscando terrenos mais firmes. Para facilitar o escoamento, foi construída na dec. de 40 (1940), a Estrada de Madureira, conhecida por suas muitas curvas para fugir dos brejais de Cabuçu.

Findado o apogeu dos cítricos, “o ouro laranja”, Nova Iguaçu conheceu um novo momento, seu papel industrial, que passou a exercer por estar às margens de uma das principais rodovias do país: a Dutra. Para alocar os “novos iguaçuanos”, os migrantes que vieram trabalhar nas fábricas da cidade do Rio de Janeiro e de Nova Iguaçu, muitas chácaras laranjeiras foram retalhadas em loteamentos, entre eles o Jardim Cabuçu, cuja imobiliária era a Granja Paraíso, na década de 50.

As máquinas vinham abrindo ruas em meio às várzeas e as rodas eram esteiras que se saiam melhor nas ruas com lama.

Entre as ruas principais, lá estavam: a rua Severino Pereira da Silva, Itororó e Itaquaritinga. Até a dec. de 90 nada havia no final da rua Itaquaritinga a não ser mato e lama.

Há 12 anos, nada havia no loteamento 12 de outubro, criado recentemente. Com 6 anos de idade, eu acordei e estava no 12 há 12 anos. Em frente a minha casa: mato, à esquerda e à direita: mato, aos fundos um sítio muito antigo e a rua em frente, continuação da Itaquaritinga: terra firme e com ela, lama. Isso há doze anos.
Hoje, ao acordar em uma manhã chuvosa de verão, sinto o cheiro agradável da terra molhada e, talvez am função de uma possível descendência dos povos tupinambás que, infelizmente, já não existem mais, sinto nostalgia dessas histórias. Pouco se recordam das tradições dos nossos antepassados, porém, hoje, ao sair para o mercado, farmácia ou igreja, pratico um ritual passado de pais para os filhos, cujo tempo não sei ao certo. Um costume já tradicional dos que vivem nos arredores daquela rua Itaquaritinga, nomeada há tanto tempo. Hoje vivo na sociedade pós-moderna do séc. XXI e uso uma bolsa plástica nos pés para proteger-me da lama da rua Itaquaritinga.

Curioso esse fato. Isso prova que a memória dos povos e culturas locais é importante para conhecermos nossa história e entendermos nossas práticas culturais. O bairro Cabuçu e a rua Taquaritinga talvez não sejam conhecidos pelas empresas que criaram as bolsas plásticas para o transporte de mercadorias, mas, sem dúvida, aquele índio que nomeou a rua Taquaritinga e a folha daquela árvore fazem parte da vida das pessoas que moram nessa rua como eu e minhas gerações anteriores, moradores de Cabuçu.

Minha rua faz parte da história de minha cidade, que faz parte da história da humanidade e eu agora entro para história, escrevendo a minha história e a da minha rua. A minha rua tem história.

 
  

*Graduanda em Gestão Ambiental. E-integrante da Escola Agencia de Comunicação da SECTUR/NI dos projetos Jovem Repórter e CulturaNI . Ex-aluna do Pró-Jovem 2008 Turma A Cabuçu/NI
Texto Publicado no site
http://cabucuni.blogspot.com/2008/09/de-cabuu-para-histria.html em setembro de 2008 escolhido na gincana do Projeto Minha Rua tem História.

Contatos: organizador do site

sábado, 20 de março de 2010

RESGATANDO O JÓVEM REPORTER II - Matéria PVNC Cabuçu


Matéria sobre o PVNC Cabuçu que não foi publicada no Jóvem Reporter

PVNC Cabuçu, Realizando Sonhos – 23-03-2009 - Para o site www.jovemreporter.blogspot.com 
                                    Por Fernanda Bastos da Silva
  
Ingressar no ensino superior em uma renomada universidade pública não é mais um sonho distante ou apenas realizado por quem nasceu em berço de ouro. A cada dia, crescem as iniciativas, comunitárias ou políticas, que visam oferecer uma oportunidade aos menos favorecidos, estudantes das camadas mais pobres da sociedade. Os chamados Pré-vestibulares comunitários, sociais ou similares, surgidos a partir da década de 1990, em especial no Estado do Rio de Janeiro, já ajudaram milhares de estudantes, trabalhadores e até mesmo idosos a conquistarem esse direito de cidadão. O primeiro deles surgiu no ano de 1993 em São João de Meriti, Baixada Fluminense. O chamado Movimento Pré-vestibular para Negros e Carentes (PVNC), composto por vários núcleos em todo o Estado. De lá para cá inúmeros outros foram criados.
Em Nova Iguaçu isso não é diferente. Existem diversos núcleos de pré-vestibular comunitário além do CPV de iniciativa Municipal. Um deles é o Núcleo do PVNC que existe no Bairro Cabuçu. O chamado “PVNC Cabuçu”. Ele foi criado por ex-alunos do Pré Catedral Santo Antônio (Centro) em 1997 por Luciana Barreto (Jornalista pela PUC-RIO e Professora de Redação do Núcleo, hoje apresentadora da rede de tv “TVE Brasil”) e Flávio Médici. Ambos tinham em mente expandir o movimento e é claro proporcionar à população do seu bairro de origem uma oportunidade de conquistar seu espaço nas Universidades Públicas. O PVNC tem seu espaço virtual no sitewww.pvnccabucu.blogspot.com onde são divulgadas suas informações, seu informativo impresso (o Pré-informar) e atividades como o simulado ocorrido no dia 07 de março (fotos desta matéria) deste ano além de trabalhos realizados pelos alunos como redações.  Alguns dos responsáveis pela continuidade do projeto puderam demonstrar como o trabalho social voluntário é importante em suas vidas.
    “O PVNC ampliou meus horizontes sociais e políticos, modificou meu conceito de solidariedade, me possibilitou novas amizades e uma diversidade enorme . Permitindo-me ingressar nas Universidades Públicas.”Márcio Fontes - 29 anos Coordenador e Professor faz parte da grande família PVNC desde 2002, Já foi aprovado na  UFRRJ (Rural) para o curso de Pedagogia e na UERJ para o curso de Português e Latim. Ele disse que conheceu o “Pré” através de um professor de matemática (Marcelão, também ex-aluno e formado pela UFRRJ). Márcio encerra nossa entrevista dizendo que: “...alguns querem apenas status, não se importam de verdade com o PVNC e isso é o que nos entristece”.
     Luiz Vitória – 45 anos também Coordenador diz:“Estou no PVNC desde 2005 e costumo dizer o seguinte: Não há vitória sem sacrifício. Gosto dessa frase! Sacrifício significa abrir mão de fato das coisas que gostamos. É uma renúncia. (...) Sempre gostei da “causa social” (...) Percebi que não fazia nada por NI, pois trabalhava no Rio, então conheci o PVNC através de amigo. (...) É satisfatório demais, digo que não temos pernas, todos aqui são voluntários e temos apenas os fins de semanas e isso não é o bastante”.  Luiz cursa Direito na Universidade Gama Filho- Rio de Janeiro.    
     Pensei que seria bom falar com alguém que foi aluno, depois passou a fazer parte da coordenação e tornou-se professor do PVNC Cabuçu, permanecendo por 6 anos ininterruptos no movimento; metade da história do pré (e por incrível que pareça esse alguém é meu noivo). Edson Borges Vicente – 26 anos. Ele ingressou no PVNC em 2003 como aluno, colaborou com os procedimentos burocráticos dos vestibulares realizados por seus amigos de turma ainda no tempo em que quase nada era informatizado. Aprovado para Geografia UERJ Baixada Fluminense (FEBF) e Química (CEFETQ) ele disse que foi “convidado” a fazer parte da coordenação “obrigatoriamente”. No ano de 2004 assumiu as três funções: professor (Física e Geografia), coordenador e aluno (pois ele não desistiu de tentar novamente para o Campus Maracanã da UERJ, com o sonho de também cursar o bacharelado - além da licenciatura- em Geografia, no qual também obteve êxito). Para ele o pré-vestibular é parte de sua vida. Disse dever metade de suas conquistas aos amigos que lhe acolheram e que passaram a ser seus companheiros de luta.
“Através dele (PVNC Cabuçu)conquistei minha(s) vaga(s) na universidade; aprovação em concurso público para a Prefeitura de Paracambi; meu emprego público na Prefeitura de Nova Iguaçu (Ag. Educador da SEMASPV); desenvolvi minha profissão de professor; vi ampliar meus horizontes culturais e meu senso crítico; fui aprovado no Magistério Estadual (SEERJ), conheci grandes amigos que me ajudam até hoje e identifiquei os meus verdadeiros amigos (entre eles, Gilson Bispo) que me incentivaram a lutar e até mesmo conheci e conquistei minha noiva e futura esposa, que hoje trabalha comigo e que me deu o orgulho de também ser vencedora no vestibular (Minha noiva-jovem-repórter Fernanda Bastos) (...) Espaço de cidadania; escola; roda de amigos; trabalho e Família. Isso é o PVNC Cabuçu pra mim”. Disse ele.
            Como visto, eu também fui aluna do pré e graças a ele comecei a conquistar espaço e buscar crescimento profissional e social em várias áreas, a valorizar a luta de iniciativa popular e venci. Hoje sou graduanda em Gestão Ambiental pelo IST Paracambi da SECT-RJ/FAETEC e reconheço a grande importância do Movimento. Na coordenação busco retribuir o valor que me foi acrescentado pelos militantes e, como a primeira universitária de uma família de oito irmãos, ver a minha aprovação como a primeira de uma mudança estrutural que continua com minhas duas irmãs (Isabele e Ingrid Bastos) tornando-se alunas do PVNC Cabuçu neste ano.
Quem deseja conhecer um pouco mais do PVNC Cabuçu basta acessar o site ou ir ao C. E. Sgto Antônio Ernesto (CESAE) aos sábados e domingos para encontrar uma galera que está “correndo atrás” dos seus sonhos e que está mudando a cara de sua comunidade.
Beijos!!!

sábado, 3 de outubro de 2009

Resgatando o Jóvem Reporter - nº 1

Histórico de Matérias de Edson Borges Vicente e Fernanda Bastos da Silva publicadas no blog www.jovemreporter.blogspot.com da Escola Agência de Comunicação da Secretaria de Cultura de nova Iguaçu.


Árvore da paz - postada em 30/01/09
Tamarineiro é o refúgio do maratonista de Cabuçu
por Fernanda Bastos da Silva
fotos de Edson Borges Vicente
Luiz Carlos Machado Ponciano, 35 anos,mais conhecido como "Maratonista de Cabuçu", é tido como louco pela comunidade de Cabuçu. Muitos pensam que ele é inacessível, um excêntrico, que não gosta de falar com ninguém.

Ele vive na Fazenda Cabuçu, importante marco histórico do bairro em que mora, onde começa a estrada que vai dar em Queimados. Adora receber as pessoas na sua árvore.
Conversa com elas com surpreendente lucidez e saúde. Sabe que as pessoas o veem como um louco, mas não se importa. Também não se incomoda quando tentam tirar fotos do seu lar.
Luiz é um sonhador, com uma história marcada por sofrimentos que começaram na conturbada relação com o pai. "Fugi de casa ainda menino, porque meu pai me batia muito", lembra ele. Foi morar então em um "casarão" próximo ao conjunto Rosa Branca II. Apesar da fuga, ainda tem contato com as quatro irmãs: Simone, Márcia, Lídia e Rita.
Luiz estudou no "extinto Colégio Elvira Leite", em Mesquita, tendo cursado até a antiga 4ª série do primário. Abandonou a escola devido a uma sucessão de brigas, que atribui ao preconceito que as pessoas "Antes que começasse a ser visto como um encrenqueiro, preferi sair."

Serra do VulcãoDesde então se julga um incompreendido pela sociedade. Tem muita vontade de reiniciar os estudos, de trabalhar e, literalmente, correr e voar atrás dos sonhos que não se perderam. Vocação para maratonista, realmente ele tem. Além disso, gostaria de ser saltador de parapente e asa-delta. "Conheço algumas pessoas que praticam esse esporte na Serra do Vulcão."


Simpático e às vezes carismático, ele recebe ajuda para se manter, alimentar e vestir. Mas ele distingue os "que o ajudam" e os que apenas o desprezam. Ele não "mora" na árvore. A árvore é uma companheira que lhe traz paz assim como seu cachorro, ambos amigos inseparáveis. A árvore é um pé de tamarindo de aproximadamente 30 metros que também proporciona uma visão panorâmica. "Muita gente deve ter mim, por estar em um lugar lindo e

com muito verde", orgulha-se.
A árvore também traz o frescor da brisa da serra nos dias muito quentes. É uma morada, uma fiel companheira e um hobby. No topo da

árvore, ele colocou um banquinho feito de caixas de madeira e uma bandeira de panos coloridos, quase todos vermelhos. "Subo esses 30 metros em dois minutos", diz ele. Para proteger-se da chuva, ele pretende colocar um toldo bem no topo.


Pista de atletismo
Outro pouso de descanso do maratonista é atrás do Posto de Saúde de Cabuçu. Em um quartinho pequeno ele guarda seus pertences, doações e o que consegue comprar com seu trabalho. "De vez em quando, ganhou uns trocados capinando, limpando e roçando a beira da estrada de Madureira", diz ele.

Luiz tem uma particular fixação pela estrada de Madureira. "É minha pista de atletismo", afirma. Percorre-a incansavelmente todos os dias, indo do KM 32 ao Centro de Nova Iguaçu. De vez em quando faz um pit-stop na torre de Furnas, na altura do Jardim Laranjeiras. ”Crianças, não façam isso em casa!", aconselha.

Seu idílio com a natureza pode ter um fim a qualquer momento, pois já chegou a seus ouvidos que a área da fazenda pode ser invadida a qualquer momento. Com receio de que a construção de novas casas avance sobre sua árvore, Luiz sugere um ato político: “Temos que criar uma lei proibindo o corte da minha casa."

Beijos e boa leitura.