por Edson Borges Filadelfo*
Resenha do Artigo de Luiz Felipe de Alencastro: No Labirinto das Colônias.
Resumo
O artigo de Alencastro se propõe um resumo da política econômica dos descobrimentos, investigando as problemáticas envolvidas no período de 1450 a 1640 destacado pelo autor como o “logo século 16”. Nesse período que vai dos primeiros descobrimentos até a guerra dos trinta anos e a decadência das potências ibéricas frente a ascensão dos países do Norte europeu (como Inglaterra e Holanda), a investigação historiográfica se debruça sobre os objetivos geopolíticos da expansão ultramarina. O caráter não econômico da colonização portuguesa é uma lacuna historiográfica a qual o estudo em tela tenta superar.
O expansionismo preventivo (ou preemptivo) foi, a partir dessas análises, adotado pela coroa lusitana que sofria com riscos sazonais, sendo as conquistas de além-mar, antes de papel econômico, motivadas por estratégias geopolíticas. Esse expansionismo foi, então, “engatilhado para ganhar territórios do além-mar que poderiam vir a ser ocupados por Madri, donde a extraordinária abstração geopolítica negociada entre as duas capitais ibéricas” (p.1). Ainda nessa perspectiva, a colonização brasileira e do território que hoje compõe o Uruguai também seguiu as mesmas motivações, uma vez que “foi ainda o expansionismo preemptivo que soprou as velas portuguesas sobre toda a extensão do litoral atlântico sul-americano” (op. Cit).
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